terça-feira, 16 de setembro de 2014

Fusilli com bacalhau e espinafres

Como o céu chora desalmadamente e sem interrupção, hoje decidi fazer para o almoço uma receita mais reconfortante, que é como quem diz, que tem hidratos de carbono... Mas calma, é uma receita saudável e que eu já confeccionava antes de começar a minha mudança alimentar, o que fiz foi apenas trocar o tipo de massa. Ou seja, em vez de cozinhar a massa dita "normal" troquei-a pela massa integral ou semi-integral (que é uma óptima solução para quem não gosta tanto da integral, porque a diferença é menos notória). E assim, tornei-a numa apetitosa pasta!! 
Uma das coisas que aprendi quando estive em Itália há dois anos foi que aquilo que em Portugal chamam de comida italiana não é a verdadeira. E isto porquê? Porque aqui toda e qualquer massa, como a carbonara, por exemplo levam quantidades exorbitantes de natas e gordura... e em Itália eles privilegiam ao máximo um dos grandes sabores mediterrâneos: o azeite. Quando cheguei comecei a adaptar o que vi lá aos nossos alimentos predilectos e foi ai que comecei a inventar e saiu esta receita com o nosso fiel amigo, o bacalhau. 
Espero que gostem!

Serve 3 pessoas
Ingredientes:

1 cebola
2 dentes de alho
1/2 pimento vermelho
Azeite
400g de espinafres frescos
Sal e pimenta q.b.
Bacalhau demolhado desfiado
250g de massa fusilli 
um raminho de salsa picada

Preparação:

Comecem por colocar uma panela com água ao lume. Quando estiver a ferver juntem o bacalhau desfiado e deixem cozer cerca de 7 minutos. 
Depois de cozido, reservem a água de cozedura do bacalhau para cozer a massa, verão que ficará mais saborosa.
Numa frigideira de tamanho generoso, coloquem a cebola e os dentes de alho picados em azeite e deixem refogar. 
Cortem meio pimento vermelho em pequenos cubos e deixem a refogar juntamente com o refogado inicial.
Adicionem ao refogado os espinafres cortados em juliana (ou se preferirem podem ser picados) e deixem cozinhar. 
Entretanto, podem adicionar o bacalhau ao refogado e cozer a massa na água de cozedura do bacalhau.
Depois da massa cozida, escorram e juntem ao conteúdo da frigideira. Atenção ao sal que colocam na massa porque como a cozem na água do bacalhau, a quantidade de sal que terão de usar será menor.
Envolvam bem e se gostarem coloquem já no prato a salsa picada.

Nota: Hoje vi-me obrigada a utilizar massa semi-integral porque no Celeiro onde costumo fazer compras, a massa integral está esgotada há duas semanas. Um bom sinal! 

Dica da Cátia: Esta receita pode ser confeccionada também no Inverno porque podemos sempre fazê-la com espinafres e pimentos congelados. 







segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Filetes de pescada em papelote

Hoje tive que almoçar mais cedo e consequentemente ir mais cedo para a cozinha... fui ver o que havia no congelador e eis que encontro dois filetes de pescada. Automaticamente pensei numa receita que já vi há algum tempo num dos blogues de culinária que mais gosto, o Cinco Quartos de Laranja mas adaptei-a aos ingredientes que tinha que eram praticamente os mesmos.. em relação às quantidades eu faço sempre o suficiente para uma ou duas pessoas porque quando sobra guardo para o jantar do dia seguinte. 

Serve duas pessoas
Ingredientes:

2 filetes de pescada
250 g de tomate cereja
1 cebola grande ou 2 pequenas
7 g de coentros frescos 
1 dl de azeite
Sal e mistura de pimentas q.b.

Preparação:

Dividam a cebola cortada às rodelas por 2 rectângulos de papel de alumínio, forrados com 2 folhas de papel vegetal.
Por cima, disponham os filetes e temperem com sal e pimenta.
Cortem o tomate cereja (se não tiverem utilizem outro tipo de tomate) ao meio e distribuam pelos papelotes.
Coloquem uma a duas hastes de coentros em cima de cada filete e reguem com um fio de azeite. 
Fechem o papel vegetal e por fim o papel de alumínio.
Levem ao forno pré-aquecido a 200ºC durante aproximadamente 25 minutos. 

Receita original aqui.

Dica da Cátia: Se tiverem algum peixe congelado e não tiveram tempo para o descongelar esta é uma óptima opção porque podem sempre fazê-lo com o peixe congelado. Assim como os coentros que também podem ser congelados. Eu pessoalmente prefiro os coentros frescos porque o sabor é mais intenso mas sabemos que por vezes é difícil tê-los sempre frescos e foi o que me aconteceu hoje. Utilizei congelados mas coloquei um pouco mais quantidade para o sabor ser idêntico se fossem frescos. Na receita original a autora coloca na cama do filete cogumelos frescos, eu desta vez não o fiz apenas por não ter cogumelos em casa, mas podem sempre fazê-lo porque fica igualmente bom.







domingo, 14 de setembro de 2014

Muffins de chocolate com linhaça e aveia

De manhã deixei-vos uma sugestão para o almoço, agora fica a sugestão para o lanche... e isto porquê? Porque não quero que fiquem deprimidos a pensar que só vou colocar comida saudável e pouco calórica, muito pelo contrário. Vou dar-vos exemplos de como um queque, bolo ou biscoito pode ser uma solução menos calórica, mais saudável mas muito saborosa :)
Por isso mesmo decidi fazer esta tarde uma receita que já algum tempo estava na gaveta e que ainda não tinha experimentado e vai que... gostei!! 
A receita é da Revista Teleculinária Gold Nº 108, de Setembro, mas eu vou contando as minhas peripécias e as minhas sugestões.

14 unidades

Ingredientes: 

120g de creme vegetal amolecido (usei manteiga)
160g de açúcar amarelo (eu coloquei 150g)
2 ovos
1 dl de leite magro (usei meio gordo)
80g de cacau em pó
180g de farinha (usei farinha integral)
1 c. café de fermento em pó
80g de flocos de aveia (usei flocos de aveia fina)
2 c. sopa de sementes de linhaça
Creme vegetal para untar

Preparação:

Ligue o forno a 180ºC. Barre pequenas formas com creme vegetal.
Deite o creme vegetal numa taça, junte o açúcar e bata muito bem. Adicione os ovos, um a um e batendo sempre, bem como o leite, o cacau, a farinha e o fermento. 
Junte os flocos de aveia, envolva e divida a massa pelas formas sem as encher demasiado. 
Polvilhe com as sementes de linhaça e leve ao forno durante 20 minutos. Retire, deixe arrefecer um pouco, desenforme e sirva frio.

Dicas da Cátia: Se o forno já estiver bem quente 15 minutos bastarão para cozer bem os muffins e não os deixar secos. No meio de toda a confecção dei conta de que a minha mãe não tinha fermento em pó... foi o pânico total por uns momentos, mas como já vou percebendo qualquer coisa de culinária decidi substituir o fermento por bicarbonato de sódio e... os muffins cresceram à mesma :) 
Outra dica que vos dou é: se não tiverem como medir líquidos façam como eu, medi meia xícara e dá mais coisa menos coisa 1 dl. E tive que fazer isto porquê? Porque como raramente faço bolos e doces não sabia onde estava o medidor.. enfim. 

Como vêem cozinhar é tudo menos um aborrecimento, é uma autêntica aventura!!
Espero que gostem, eu gostei e acompanhei com um belo chá ao estilo de Marrakech e combinou muito bem!


















Ah, esqueci-me de dizer que esta receita tem uma vantagem... sujar pouca loiça!! Nem batedeira usei... se há coisa que gosto pouco de fazer na cozinha é lavar loiça ehehe ;)

Beringela recheada com atum

Pois bem, se este é um blogue de receitas convém que comecemos com uma receita fácil... E esta receita que vos escrevo hoje foi uma das primeiras que fiz quando comecei a minha dieta. É simples, saborosa e muito fácil de cozinhar! 
Apresento-vos a minha versão de beringela recheada com atum:

Serve duas pessoas
Ingredientes:

1 beringela grande 
1 cebola grande
1 dentes de alho
2 latas de atum ao natural
1 lata de cogumelos
Queijo mozzarella light ralado
Azeite q.b.
Sal e mistura de pimentas q.b.
Orégãos
Limão

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Comecem por lavar a beringela, cortar o pedúnculo (parte verde) e cortá-la ao meio no sentido do comprimento. Retirem a polpa com uma colher ou uma faca, mas com cuidado para não cortarem a casca, cortem a polpa aos cubinhos e reservem. Reservem também a casca e coloquem um pouco de sumo de limão para não escurecer.
Num tacho ou numa frigideira com um fio de azeite generoso juntem a cebola e o alho picados e deixem refogar. Juntem depois a beringela, o atum e os cogumelos e deixem cozinhar. Temperarem com sal e pimenta (usei uma mistura de pimentas muito boa que tem pimenta branca, preta e rosa) e deixem apurar mais um pouco, mexendo algumas vezes. 
Depois de bem apurado, é só rechear as beringelas, colocar a mozzarella por cima e colocar num tabuleiro de forno. Para finalizar coloquem os orégãos e um fio de azeite.
Levem ao forno a gratinar aproximadamente 15/20 minutos até o queijo ficar derretido e a casca da beringela cozida. 

Sugestão: Acompanhem com uma salada, por exemplo uma salada de alface, tomate e cenoura fica sempre bem.

Dica da Cátia: Em relação à mozzarella podem sempre usar mozzarella fresca, o sabor na minha opinião é melhor e as beringelas ficam com uma apresentação mais bonita. O único senão é que a mozzarella fresca tem uma validade mais curta que a ralada, mas isso é apenas uma questão de organização quando vão fazer as vossas compras.





sábado, 13 de setembro de 2014

É melhor começar...

... por uma apresentação informal, descontraída e divertida desta nossa aventura a duas pelo mundo da blogoesfera culinária.

Desde cedo que a nossa infância foi passada na cozinha a observar as nossas avós a cozinhar ou até a tentar "ajudar" a nossa mãe a fazer o jantar, mas a vontade de sermos nós a passar para o comando das operações culinárias nunca foi muito corajosa. 
Nas férias de verão, ainda em plena adolescência, a minha mãe começou a deixar-me indicações para terminar o almoço e foi ai que fui "convidada" a ir para a cozinha e a por mãos à obra. Na altura fazia-o por necessidade e porque a minha irmã mais nova tinha que almoçar, mas passado uns anos quando sai de casa para estudar o gosto pela cozinha veio para ficar. 
Estava a viver na capital, sem os pais, mas principalmente sem a mãe para me preparar os almoços e jantares... Percebi que era a altura exacta para começar a sério no mundo maravilhoso e infernal da cozinha. Ao início quando chegava a casa cansada e ainda tinha que ir cozinhar tornava-se um pouco desencorajador, mas passado uns dias já era eu que cozinhava para todas as colegas de casa. Comecei por adaptar receitas que via em revistas, livros e em blogues e por vezes a coisa resultava, outras nem por isso, mas é mesmo assim... se não experimentarmos nunca saberemos se resultará. Cozinhar torna-se uma incógnita porque nunca sabemos se ficará saboroso, se estará no ponto, se estará insonso ou salgado... 
Contudo, foi há precisamente 1 ano que comecei a descobrir sabores, alimentos, especiarias, etc. que não conhecia muito bem e se afastavam um pouco daquilo que cozinhava normalmente, que era essencialmente aquilo que tinha aprendido com a minha avó e a minha mãe, a nossa cozinha tradicional e a cozinha italiana por ter um carinho especial por Itália e pela língua italiana. Foi ai que decidi mudar um pouco a minha alimentação e tentar perder uns quilos que se estavam a acumular. Hoje já perdi 15kg e como consequência desta perda fiquei a amar a cozinha tanto como amo a música, as línguas e a escrita! 
Foi por isso mesmo que decidi criar este blogue e partilhar com outras pessoas esta mudança que não tem que ser necessariamente dolorosa mas sim, muito saborosa e criativa! 

A minha irmã entrou nesta aventura porque desde cedo sempre gostou de fazer bolos e sobremesas. Tem muito jeito para moldar pasta de açúcar e já fez bolos de aniversário muito giros e saborosos que mais tarde partilharemos! Achei que seria divertido juntar-mo-nos nesta aventura porque eu não sou muito amiga das sobremesas e portanto achei que destinar essa parte do blogue à minha irmã mais nova seria uma excelente solução, até porque como vou estudar de novo para longe de casa é uma forma de matar as saudades dos bolinhos que ela faz ao fim-de-semana!

Espero que gostem, sejam bem vindos e não se acanhem a dar sugestões, dicas e conselhos! Serão muito recebidos.